Templates da Lua

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Até quando eu vou chorar??
Minhas lágrimas descem rasgando meu rosto como navalha....
Minha alma grita_ por favor me perdoe, não foi minha intenção!
Espero como o diabo espera seu declínio, que você diga:_Sim, não te compreendo mais te aceito!

Como Cristo olharia pra mim?
Com esses olhos, me deixando padecer nesta maldita doença que criei por falta de amor?
Me perdoe, peço!
Nunca foi minha intenção não ser igual aos outros elegantes garotos de voz grossa e sem erros!
Você não faz idéia como minha alma sangra dolorida, ela chora escravizada por este não!

Com que olhos Cristo me aceitaria?
Meu coração grita ave Maria,
E meus passos pede escuridão....

Com que olhos Cristo me acolheria?
Com que gesto ele diria não?
Eu vou me humilhar e dizer....me ame por favor!
Enquanto não vivo a vida que você sonhou pra mim,
Eu desço do salto, e vou embora a pé,
Cravando a sola nos pregos desviados,
e me cercando me sujeira, aonde ela mesma não deveria entrar...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Rosa x grandiflora

Ela mora sobre meus olhos, e se devora. Mutila pétalas cor de rosa infinito e embriaga-se estgima, estilo, ovários....
Sintonias a parte, dela o mundo retira seu filamento aromático, e estática que fica, aceita sofrer por onde os sonhos desprezam suas cores, não sabe mais se expressar....Alfineta espaços vazios pra esconder o espinho, onde toca, permanece....Não há chão que não brote, não há olhos que a percam, há corações que a desprezam, em narizes cegos, anósmicos, fazem-na inodora, por não suportar que suas lágrimas exalam certezas e facilidades, em ser uma maravilha natural....

terça-feira, 23 de março de 2010

O bueiro dos humanos pintados....e Nossa senhora lá habita...






Aqui, neste bueiro, reina a paz...Neste bueiro onde o mundo corroeu, há um castelo, de ratos, mas todos os ratos falam inglês, e sabem servir chá.....
No meu hálito, há uma verdade, há o cigarro, o sabor da fruta empurrada, e dentes brancos, escondendo a severa falta de cuidado, onde o mundo joga todo o veneno e o que é inutilizado, o bueiro....
...’Não me tires da solidão, se real companhia não for me oferecer’, aqui meus ratos me levam ao céu, me servem alimentos q não me ferem, e sem kriptonita....me fazem perceber q o inferno está logo acima, na superioridade, me escondo em meio a papéis velhos, partituras virgens e células falhas.....Me escondo e me apareço, no meu ‘eu’ apenas, eu mulher, na digníssima vontade de ser em alma, uma transviada, transpassada e senhoril mulher de calças compridas, de unhas mal feitas e sobrancelhas grossas....Aqui está a mulher, onde o maior desejo era ser a imagem de Maria, embora saiba que na Alma, isso é verdade, e no corpo um conjunto de rejeitos perfeitos...Quero ser Maria amando o próximo, o excluído, o errante, quero ser os olhos de quem não vê, e as mãos de quem não mais as possui, o coração de quem não tem as batidas no ritmo.....quero ver Maria, e em Nossa senhora da guia, me observar sobre seus olhos.......

.....Feliz o homem que, é feliz com seu bueiro, que faz dele sua casa, que a pinta com aquarela, e tinta em óleo fresco, que coloca o universo em verso livre..Feliz do homem, que se faz uma caverna, que tem desejos de procriar no coração e amamentar por sua experiência...Feliz o homem e seu bueiro com os ratos, eles são a melhor companhia.....pessoas gostam de quem gosta de si mesmo, mas eu, fico com meus roedores.....

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O hálito severo do amor, causando saliva, e seu gesto, tornando bossa, liquefazendo alma, elaborando verso, em mim.... E se a poesia entrar? e não souber quem estará lá? Eu pegarei a sua mão, e escreveremos juntos poesia.....até morrermos de rir...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O PÁSSARO E A FLOR


Tinha me contentado um dia, em ser um poço de misericórdia...Mas eu não sabia que com este poço, viria, uma alma a quem deveria dar gratidão. Aceitei ser a gratidão, mas não sabia que também poderia recebe-lá, olhei nos olhos profundos da imensidão, e a profundidade tirou dos meus pés o peso que sentia, me soltou e voei. Os passos que eu ensaiava com a Lua, me ensinaram a resolver meu silêncio de não poder receber a gratidão. Eu estava feliz, por apenas saber perdoar, e não ter a noção, que eu também erraria, e posteriormente, poderia receber também o perdão. Um pássaro, com lindas asas, e formoso coração, me subiu aos céus e me mostrou tudo o que eu era capaz. Mostrou-me o som dos cristais, mas não esqueceu de mencionar, o ruído de quando quebram. Mostrou-me o formato das estrelas, e não deixou de mencionar, que se não cuidarmos dos nossos olhos, elas perdem seu belo formato. Mostrou-me um coração, e sentia fome, ofereci-lhe um pedaço de meu pão, uma taça de vinho, então ele sentiu-se completo. Adormeceu, e sua forma doce de aspirar e expirar, me traziam a vida, como se ela entrasse e saísse osciladamente dos pulmões, sua graça encantava todas minhas paredes, e os quadros pintados por mim próprios, criavam vida. Seu corpo, jazia formas angelicais, seu bico, tão suave quanto seus olhos, desciam até meus tendões de Aquiles, e me deixavam fracos, e me diziam que eu poderia contemplar aquela cena, eternamente. Então, imortal saí, ainda em meu poço, comecei o dia, sem oferecer perdão, apenas cometendo erros. Como posso não perdoar, como posso não ceder um pouco de meus sentimentos, como posso me esquecer daquela bela face, das flores, do Sol apontando apenas nós, não, mas ainda não me esqueci, apenas dois gêneros, não metamórficos, condenados a viver sob perjúrio ao santo altar, com uma paixão ascedente. No ponto alto, da simetria imperfeita do amor, e de minha contemplação relevante, a luz do Sol, tocou os olhos de meu pássaro, ele despertou, e me trouxe novamente ao chão, seu cheiro floral, se igualava inesperadamente com meu leve toque de paixão, seus tons amarelos, com meus tons rosáceos, formavam um acorde perfeito, uma tríade impecável, do sucesso da mais pura doação....sua voz longínqua estava....quando o poço se fechou....esperarei o tempo que for...se somente sob luar cheio, poderei ter a ti novamente, suas asas bateram em busca da liberdade, e eu esperando fiquei, mas agora já podia reter e doar piedade, além disso, ofereço o cheiro me minhas pétalas doces, que agradam ao faro, daqueles que acham que ser uma flor, é algo, injusto.....

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dodecafonismo


Queria tocar as notas, que antes de amanhecer já provocava sinfonias das quais eu já não importava mais, quando tocadas pela orquestra ou pelas minhas panelas de aço mau endireitadas....Queria voltar no dia, em que o carro de verduras passeava sobre a rua, e a voz do homem do microfone era similar todas as vezes que passava o carro de verduras....queria falar sobre a sinceridade de ser eu, mesmo não sabendo quem era, e vendo me posto a maus trajes e falta de opções, o mundo era inteiramente meu, mesmo que ele não ultrapassasse as madeiras cruas e velhas de meus guardados infantis....Saudade do verso triste que escrevia, não sabendo que o verso era a verdade, a certeza que meu coração não veria ‘popularismo’ por algum tempo....Saudade de ser imperceptível aos olhos de todos, e ser jogado ao lado, como cinzas de cigarro acesas por um acesso de ansiedade....vontade de me recuperar, saudade de sentar perto de alguém, de sair na rua, e não ser observado, saudade de encarar os passos com o destino de me levar a algum lugar, agora meus passos são uma cirurgia cerebral, cada passo andado, é um a menos do conforto que não me levara a lugar algum....vontade de beijar os olhos dos que me ama, e pedir que me afaguem, que me segurem do alto, onde eu já não sei mais me jogar, vontade de calar a voz com beijos e sussurrar na minha alma que tudo dará certo, que amanhã vou amanhecer com incertezas, e sentimentos que poderão ou não me fazer feliz....Seria feliz sendo triste, seria feliz sendo feliz, mas por favor arranque a indiferença que tenho perante a mim mesmo, de que não preciso sentir, além das 24 horas que penso, sobre ser maníaco depressivo, transtornado obsessivo compulsivo, fóbico social e “panicista”, quero ressuscitar daonde eu morri, e me entristecer denovo, não me incomodo com o sentimento involuntário ou voluntário, me incomodo com os sentimentos que não sei daonde vem, daqueles que só as tarjas aliviam...por alguns instante de sono....

domingo, 19 de julho de 2009

Me deixe ser só, por uma noite, no verão,
Me deixa com a minha solidão de dia, e a noite não me ofereça rosas....
Eu saúdo o Sol, você não conseguiria,
eu venero a Lua, e ela existe de forma indiferente a outros olhos......

Eu canto todos os dias, e você não suportaria,
Eu vejo alma demais, isso pode te sufocar,
Eu amo ao mesmo tempo estou odiando,
Sou uma metáfora sem fim,
Um coração sem perdão....

Como um coração tão cheio de ofertas, não consegue viver só?
Seu coração é indiferente ao meu,
A sua alma é doce, a minha perversa,
Você traz no sorriso ouro, incenso e mirra....
Eu, trago dores estampadas em forma de alegria.....

Não me ame de manhã, porque não acordaria pra ver,
Não me ame quando cair a tarde, porque o Sol ofuscaria meus olhos,
Não me ame quando cair a noite, porque aí, meus olhos estarão cegos, a margem do meu coração infértil....