
Queria tocar as notas, que antes de amanhecer já provocava sinfonias das quais eu já não importava mais, quando tocadas pela orquestra ou pelas minhas panelas de aço mau endireitadas....Queria voltar no dia, em que o carro de verduras passeava sobre a rua, e a voz do homem do microfone era similar todas as vezes que passava o carro de verduras....queria falar sobre a sinceridade de ser eu, mesmo não sabendo quem era, e vendo me posto a maus trajes e falta de opções, o mundo era inteiramente meu, mesmo que ele não ultrapassasse as madeiras cruas e velhas de meus guardados infantis....Saudade do verso triste que escrevia, não sabendo que o verso era a verdade, a certeza que meu coração não veria ‘popularismo’ por algum tempo....Saudade de ser imperceptível aos olhos de todos, e ser jogado ao lado, como cinzas de cigarro acesas por um acesso de ansiedade....vontade de me recuperar, saudade de sentar perto de alguém, de sair na rua, e não ser observado, saudade de encarar os passos com o destino de me levar a algum lugar, agora meus passos são uma cirurgia cerebral, cada passo andado, é um a menos do conforto que não me levara a lugar algum....vontade de beijar os olhos dos que me ama, e pedir que me afaguem, que me segurem do alto, onde eu já não sei mais me jogar, vontade de calar a voz com beijos e sussurrar na minha alma que tudo dará certo, que amanhã vou amanhecer com incertezas, e sentimentos que poderão ou não me fazer feliz....Seria feliz sendo triste, seria feliz sendo feliz, mas por favor arranque a indiferença que tenho perante a mim mesmo, de que não preciso sentir, além das 24 horas que penso, sobre ser maníaco depressivo, transtornado obsessivo compulsivo, fóbico social e “panicista”, quero ressuscitar daonde eu morri, e me entristecer denovo, não me incomodo com o sentimento involuntário ou voluntário, me incomodo com os sentimentos que não sei daonde vem, daqueles que só as tarjas aliviam...por alguns instante de sono....

